quinta-feira, outubro 14

O ENIGMA DA INFÂNCIA

ou o que vai do impossível ao verdadeiro [fragmentos]

Jorge Larrosa*

As crianças, esses seres estranhos dos quais nada se sabe, esses seres selvagens que não entendem nossa língua.

No entanto, podemos abrir um livro de psicologia infantil e saberemos de suas satisfações, de seus medos, de suas necessidades, de seus peculiares modos de sentir e de pensar. Podemos ler um estudo sociológico e sabe de seu desamparo, da violência que se exerce sobre elas, de seu abandono, de sua miséria. Temos bibliotecas inteiras que contêm tudo o que sabemos das crianças e legiões de especialistas que nos dizem que são, o que querem e do que necessitam, em lugares como televisão, as revistas, os livros, as salas de conferências ou as salas de aula universitárias. Podemos ir a algumas lojas e encontraremos roupas de crianças, brinquedos de crianças, livros para crianças, objetos para os quartos das crianças. Podemos repassar o programa de espetáculos e veremos filmes para crianças, teatros para crianças, músicas para crianças, exposições para crianças, parques infantis, circos, festas infantis, programas de televisão para crianças. Se visitarmos a cidade, veremos escolas de música para crianças, escolas de arte plásticas, de dança, centros de lazer, ludotecas, centros poliesportivos. Se nos metermos em certos escritórios, veremos que há uma política social e educacional para a infância e, portanto, inúmeros planos e projetos para as crianças, feitos tal qual se fazem os planos e projetos: com um diagnóstico da situação , objetivos, estratégias e uma série de mecanismos de avaliação. E se nos dedicarmos a conhecer pessoas, encontraremos logo multidões de professores, psicólogos, animadores, pediatras, trabalhadores sociais, pedagogos, monitores, educadores diversos e todo tipo de gente que trabalha com crianças e que, como bons especialistas e bons técnicos, têm também determinados objetivos, aplicam determinadas estratégias de atuação e são capazes de avaliar, segundo certos critérios, a maior ou menor eficácia do seu trabalho...

Não obstante, e ao mesmo tempo, a infância é um outro: aquilo que, sempre além de qualquer tentativa de captura, inquieta a segurança de nossos saberes, questiona o poder de nossas práticas e abre um vazio em que se abisma o edifício bem construído de nossas instituições de acolhimento. Pensar da infância como um outro é, justamente, pensar essa inquietação, esse questionamento e esse vazio ...

A infância entendida como um outro, não é o que sabemos, mas tampouco é o que ainda não sabemos ...

A alteridade da infância é algo muito mais radical, nada mais, nada menos do que sua absoluta heterogeneidade em relação a nós e ao nosso mundo, sua absoluta diferença. E se a presença enigmática da infância é a presença de algo radical e irredutivelmente outro, ter-se-á de pensá-la na medida em que sempre nos escapa: na medida em que inquieta o que sabemos (e inquieta a soberba da nossa vontade de saber), na medida em que suspende o que podemos (e a arrogância da nossa vontade de poder) e na medida em que coloca em questão os lugares que construímos para ela (e a presunção da nossa vontade de abraçá-la)...

“a educação tem a ver com nascimento, com o fato de que constantemente nascem seres humanos no mundo.” Hannah Arendt

O nascimento de uma criança é um acontecimento que parece completamente trivial e despojado de qualquer mistério: algo habitual que se submete, sem qualquer dificuldade, à lógica daquilo que é normal, daquilo que pode ser previsto e antecipado. A extrema vulnerabilidade do recém-nascido torna absoluto nosso poder, que nele não encontra nenhuma oposição. Sua extrema simplicidade torna absoluto nosso saber, que nele não encontra nenhum obstáculo. Podemos, sem nenhuma resistência, projetar nele nossos desejos, nossos projetos, nossas expectativas, nossas dúvidas e nossos fantasmas...

Mas, ao mesmo tempo, quando uma criança nasce, um outro aparece entre nós. E é um outro porque é sempre algo diferente da materialização de um projeto, da satisfação de uma necessidade, do cumprimento de um desejo, do complemento de uma carência ou do reaparecimento de uma perda. É um outro enquanto outro, não a partir daquilo que nós colocamos nela. É um outro porque sempre é outra coisa diferente do que podemos antecipar, porque sempre está além do que sabemos, ou do que queremos ou do que esperamos. Desse ponto de vista, uma criança é algo absolutamente novo que dissolve a solidez do nosso mundo e que suspende a certeza que nós temos de nós próprios. Não é o começo de um processo mais ou menos antecipável, mas uma origem absoluta, um verdadeiro início...

A educação é a forma como as pessoas, as instituições e as sociedades respondem à chegada daqueles que nascem. A educação é a forma como o mundo recebe os que nascem. Responder é abrir-se à interpelação de uma chamada e aceitar a responsabilidade. Receber é criar um lugar: abrir um espaço em que aquele que vem possa habitar; pôr-se à disposição daquele que vem, sem pretender reduzi-lo à lógica que impera em nossa casa.
Não se trata, então, de que – como pedagogos, como pessoas que conhecemos as crianças e a educação - reduzamos a infância a algo que, de antemão, já sabemos o que é, o que quer ou do que necessita... Tampouco se trata de que – como adultos, como pessoas que temos um mundo – vejamos a infância como aquilo que temos de integrar no nosso mundo. Como se conhecêssemos de antemão o resultado desse processo de individualização e de socialização através do qual as crianças converter-se-ão em pessoas como nós mesmos. Por fim, não se trata de que – como adultos, como pessoas que já estamos no mundo, que já sabemos como é o mundo e até onde vai ou até onde deveria ir, que já temos certos projetos para o mundo – convertamos a infância na matéria-prima para a realização de nossos projetos sobre o mundo, de nossas previsões, nossos desejos e nossas expectativas sobre o futuro...

Considerar o nascimento como se fosse o ponto inicial de um desenvolvimento previsto, ou, de outra perspectiva, como se fosse o aparecimento de uma matéria-prima que vamos tomar como ponto de partida para influir na história, com vistas a uma nova ordem social sobre a qual nos tenhamos planejado suas ordens diretivas, não é receber os que nascem na sua alteridade, mas simplesmente tomá-los como uma expressão de nós mesmos: do que nós somos ou do que nós quiséssemos ser. Mas a alteridade daquele que nasce só pode se fazer presente como tal quando, no encontro com ela, encontramos verdadeiramente algum outro e não simplesmente aquilo que nós colocamos ali. O nascimento, portanto, implica o aparecimento de algo no qual nós não podemos reconhecer a nós mesmos.

O nascimento é o aparecimento da novidade radical: o inesperado que interrompe toda expectativa; o acontecimento imprevisto que não pode ser tomado como a conseqüência de nenhuma causa e não pode ser deduzido de qualquer situação anterior; o que, longe de se inserir placidamente nos esquemas de percepção que funcionam no nosso mundo, coloca-os radicalmente em questão...

Assim, para Hannah Arendt, a infância entendida como o que nasce é a salvaguarda da renovação do mundo e da descontinuidade do tempo...

“A necessidade de terror, nasce do medo de que, com o nascimento de cada ser humano, um novo começo se eleve e faça ouvir a sua voz no mundo” Hannah Arendt...

O sistema totalitário é uma ordem estável e estabilizada, à qual repugna a incerteza. Por isso, o totalitarismo supõe a pretensão de projetar, planificar e fabricar o futuro, ainda que para isso tenha que antecipar e produzir, também, as pessoas que viverão no futuro, de modo que a continuidade do mundo permaneça garantida. O terror totalitário poderá identificar-se, então, com a redução e, no limite, com a destruição da novidade inscrita no nascimento e com a correspondente pretensãode escrever antecipadamente a história...

“houve um pedagogo: chamava-se Herodes” Juan de Mairena [Antonio Machado]...

O novo rosto de Herodes tem uma amabilidade democrática e já não mostra uma organização política totalitária, um uso sistemático do terror ou aparatos metódicos de propaganda. Mas as crianças são também sacrificadas a esse ídolo ávido de sangue infantil, cujos nomes são Progresso, Desenvolvimento, Futuro ou Competitividade. Nosso mundo baseia-se na inovação permanente e sistemática: de uma maneira tão compulsiva que já se converteu em uma tradição, e talvez em uma forma de conformismo, o fato de nós solicitarmos, constantemente, a novidade, o original, o espontâneo e o inovador. Mas ao preço de convertê-los imediatamente em mercadoria, através de sua adaptação às leis de mercado. Nosso totalitarismo não é o da destruição física de toda a novidade possível e nem tampouco é o de converter a novidade em um instrumento para a produção totalitária de um mundo ideal. Nosso totalitarismo consiste na captura pragmática da novidade, em sua administração e em sua venda no mercado do futuro. A espera do inesperado, que treme em cada nascimento, converteu-se, no nosso mundo, na fabricação e na administração da novidade...

Uma imagem do totalitarismo: o rosto daqueles que, quando olham para uma criança, já sabem, de antemão, o que vêem e o que têm de fazer com ela. A contra-imagem poderia resultar da inversão da direção do olhar: o rosto daqueles que são capazes de sentir sobre si mesmos o olhar enigmático de uma criança, de perceber o que, nesse olhar, existe de inquietante para todas suas certezas e seguranças e, apesar disso, são capazes de permanecer atentos a esse olhar e de se sentirem responsáveis diante de sua ordem: deves abrir, para mim, um espaço no mundo, de forma que eu possa encontrar um lugar e elevar a minha voz!

“No nascimento não se passa do possível ao real, mas do impossível ao verdadeiro” María Zambrano.

O que vai do possível ao real é o que se fabrica, o que se produz. Mas o que nasce começa sendo impossível e termina sendo verdadeiro...

Se possível é aquilo que está determinado pelo cálculo de nosso saber e pela eficácia de nosso poder, o impossível é aquilo frente ao qual desfalece todo saber e todo o poder. Somente nos despojando de todo o saber e de todo o poder nos abrimos ao impossível. O impossível é o outro de nosso saber e nosso poder, aquilo que não se pode determinar como o resultado de um cálculo e aquilo que não se pode definir como um ponto de ancoragem de uma ação técnica. O impossível, portanto, é aquilo que exige uma relação constituída segundo uma medida diferente à do saber e à do poder.
Dizer que aquele que nasce tem, como ponto de partida, o impossível significa, então, que o nascimento constitui a possibilidade de tudo o que escapa ao possível, ou, dito de outra maneira, do que não está determinado pelo que sabemos ou podemos.. .
O verdadeiro a que aspira aquele que nasce constitui-se, portanto, em algo que temos de ser capazes de receber e de escutar. Uma criança alcança o verdadeiro no próprio instante em que aparece como alguém singular e irrepetível, como uma pura diferença irrededutível a qualquer conceito, como uma pura presença irredutível a qualquer causa, condição ou fundamento, como uma realidade que não pode, jamais, ser tratada como um instrumento, como um puro enigma que nos olha cara a cara...

...se a educação é o modo de receber aquele que nasce, não seria o caso de, então, deixar acontecer a verdade que traz consigo aquele que nasce?...

...talvez nos reste uma imagem do encontro com o outro. Nesse sentido não seria uma imagem da infância, mas uma imagem a partir do encontro com a infância. E isso na medida em que esse encontro não é nem apropriação, nem um mero reconhecimento em que se encontra aquele que já se sabe e que já tem, mas um autêntico cara a cara com o enigma, uma verdadeira experiência, um encontro com o estranho e com o desconhecido, o qual não pode ser reconhecido nem apropriado... O sujeito da apropriação é aquele que devora tudo que encontra, convertendo-o em algo à sua medida. Mas o sujeito da experiência é aquele que sabe enfrentar o outro enquanto outro, e que está disposto a perder o pé e a se deixar tombar e arrastar por aquele que lhe vai ao encontro: o sujeito da experiência está disposto a se transformar numa direção desconhecida...

“...nada daquilo que está, constantemente, citando a infância é verdade; só o é aquilo que, reencontrando-a, a conta.” Peter Handke


* in Larrosa, Jorge – Pedagogia Profana, Autêntica Editora, Belo Horizonte, 2006

Artigo completo em espanhol para download aqui: [ pdf ]


feliz dia 'das' crianças!


domingo, janeiro 3

Conferência Internacional sobre Redes Sociais


Mais Augusto de Franco, José Pacheco... e todos nós!





VEJA MAIS NO NING DA ESCOLA DE REDES AQUI!

segunda-feira, dezembro 7

Tanto lá como cá... (7)

Na Bromélia

José Pacheco - Escola da Ponte, Vila das Aves (Portugal)



Nos seus Ensaios (de 1580), Montaigne critica os vícios educacionais da sua época: Esforçamo-nos para preencher a memória e deixamos a consciência e o entendimento vazios. Assim como os pássaros vão à procura do grão e o trazem no bico sem o experimento, para serem provados por seus filhotes, assim nossos mestres vão pilhando a ciência dos livros, alojando-a na ponta da língua, tão-somente para vomitá-la e lançá-la ao vento. Mais de quantrocentos anos decorridos, outro autor escreve: cada vez que um professor se dirige a uma sala de aula, reitera a pergunta acerca de como fazer para que as crianças e jovens não se dispersem, não atrapalhem os colegas e, mais ainda, prestem atenção à aula, se interessem pelas atividades propostas. Cumpre-se o Mito de Sísifo, em cada episódio do drama escolar. A aula continua a gerar desperdício. Alunos escutando MP3 na sala de aula – As aulas são chatas. Não há como não ouvir música. Passo pelos corredores das escolas. Salas fechadas, alunos alinhados em filas, olhando a nuca do colega da frente, copiando conteúdo do quadro – É o mundo do giz versus exílio de celular, onde o absurdo acontece: uma profesora enviou um bilhete à directora, dizendo “tenho um aluno a dormir na minha sala, peço providências”.


Aquilo que mantém viva a minha esperança é o trabalho de muitos profesores, que, anonimamente, vão construindo novas práticas e suportando o desdém de múmias pedagógicas. Até nas melhores revistas da área da educação há quem desdenhe da prática de assembleias de escola, ou imputem o insucesso dos alunos à influência de novas pedagogias. Haja paciência! Gostaria que me dissessem onde se praticam as “novas pedagogias”, eleitas como bode expiatório dos males do sistema. Ou que novas pedagogias esses especialistas terão praticado em sua sala de aula. Provavelmente, nenhuma.


Já tudo foi escrito e reescrito – desde a denúncia da doença ao seu tratamento. Insiste-se em soluções precárias, que não saem do círculo vicioso das referências paradigmáticas vigentes. Teóricos, políticos, gestores, especialistas entretêm-se em discussões estéreis: Qual a melhor idade para começar o fundamental? Qual a melhor idade para ser alfabetizado?... Um sem fim de debates bizantinos.


Ao longo de mais de três décadas, identifiquei e corrigi erros crassos em minha prática. Erros em que ainda se insiste, colocando remendos num modelo obsoleto de organização das escolas, quando se deveria fazer a sua reconfiguração. A aula continua a ser a vaca sagrada da pedagogia, algo considerado indispensável nas práticas escolares. Nunca terá passado pelas eminentes cabeças dos pedagogos oficiais a ideia de que não existe um só modo de fazer escola?


A Natureza é pródiga em metáforas. Existe um insecto que cumpre todo o seu ciclo vital sem jamais sair da bromélia, que é a sua casa e o seu túmulo. Mas, como diria o Pessoa, há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares; é o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.


a página da educação - Outono 2009.

terça-feira, novembro 17

TIÃO ROCHA - CPDC - Especial do Globo Rural

Globo Rural - TV Globo - 11/10/2009


Foto Katia Lombardi/Folha Imagem

Educar não é tarefa fácil em lugar nenhum. Exige conhecimento, arte e respeito pelo que a criança é como criança. O Globo Rural mostra uma reportagem especial no município de Araçuaí, que fica no vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais: o trabalho do educador Tião Rocha com as crianças da roça.

Seguem os vídeos - em três partes - que formam o programa completo.
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Em Araçuaí, cada um ensina o que faz melhor

A cidade de Araçuaí, Minas Gerais conheceu uma nova forma de educar - 9'06"


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Um exemplo de sustentabilidade

Produção de alimentos sustentável no Jequitinhonha
- 13'37"


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Uma sala de aula à sombra de cada árvore

Uma sala de aula à sombra de uma árvore - 9'19"



Visitando o Amorim

"Dos 20 anos que tenho de escola pública, a docência era algo solitário, eram os meus alunos, meu espaço, meu pensar. Aprendi a compartilhar. Dividimos as idéias e o material e agora as crianças aprendem juntas, com os colegas, no seu ritmo". Profa. Cleide Portis



A EMEF Desembargador Amorim Lima, aqui de São Paulo, é uma escola bastante conhecida pela transformação que nos últimos anos tem promovido no seu Projeto Pedagógico e práticas educativas. Muitas das idéias e conceitos defendidos pelos participantes desta Rede RC estão sendo postos na prática pela comunidade dessa escola pública municipal, desenvolvidos e implementados com muito trabalho desde o início de 2004 (oficialmente, uma vez que o trabalho iniciou-se bem antes).

Cito aqui apenas algumas dessas práticas: conselhos comunitários atuantes (de escola, pedagógico, de gestão), assembléias de alunos e de pais, regras concensuadas, docência compartilhada, tutoria, supressão de turmas, espaços multi-etários, aprendizagem colaborativa (pequenos grupos), integração das disciplinas em um currículo por temas, roteiros de aprendizagem, avaliação processual, produção de portfólios, oficinas de cultura, ...



No último 14/07, a Carla Lam (SP), a Fátima Pacheco (Joanópolis) e a Jane Haddad (BH) estiveram por mais de duas horas visitando a escola e conversando com educadores e alunos (vídeo produzido na visita aqui). No encontro com a diretora Ana Elisa Siqueira, a Jane sugeriu que pensássemos formas de promover uma série de encontros de diálogo entre a comunidade da Amorim Lima, os RCs e outros educadores interessados, abertos à participação pública. A idéia foi prontamente aceita, dando início a elaboração de uma primeira experiência. No dia 17/07, a Carla, o Guga Dorea (SP) e eu voltamos ao Amorim Lima e elaboramos com a Ana Elisa o formato deste "encontro de diálogo teste", com o tema Autonomia - Um objetivo da educação.

A data inicialmente prevista (17/08, às 19h30) teve que ser adiada devida à prorrogação das férias escolares e ao pedido da Secretaria Municipal de Ensino para o não agendamento de eventos nesta volta às aulas. Logo que tivermos oportunidade de remarcar a data, divulgaremos aqui no site.


Carla Lam, Ana Elisa, Fátima Pacheco, Jane Haddad e Giovanna Appel (estudante).

Enquanto este primeiro encontro não acontece, coloco aqui algumas referências para quem quiser ter mais informações sobre o projeto em desenvolvimento na escola.

Mais sobre a Amorim Lima no site da Rede RC:

Mensagem de blog:
Dossiê: Democracia na escola - Abaixo as paredes - Revista Educação - Maio 2009

Biblioteca Digital:
EMEF Desembargador Amorim Lima (2005) - Projeto Político Pedagógico
A escola em seu duplo - Dissertação de Mestrado - Marcel I. Hamed - FE-USP/2006

Videoteca:
EMEF Des. Amorim Lima 1 - Programa Ação - 2008
EMEF Des. Amorim Lima 2 - Rede RC / IFE - Jul. 2009

Além do site da escola (aqui), seguem outras fontes e referências na internet:

Diversidade e identidades são temas centrais no debate atual sobre currículo - CENPEC - 03/06/2009
Capoeira, coco e samba no currículo escolar - OESP - 17/05/2009
Conselho Escolar é pouco estimulado - OESP - 16/03/2009
Nossa cultura mima os adolescentes - Carta na Escola - 13/03/2009
Escolas recorrem às artes para eliminar analfabetismo funcional - OESP - 01/12/2008
Os "Vigilantes da Natureza" numa escola de São Paulo - Estudos Avançados - USP - Set. 2008
Essa escola é minha - Carta na Escola - Abr. 2008
Onde as disciplinas se encontram - Revista Educação - Abr. 2008
Professores, elo frágil da educação - Estudos Avançados - USP - mai/ago. 2007
Uma escola diferente - Revista Crescer - 2007
A nau dos insensatos - Luis Braga - Cadernos Cenpec 2 - 2º sem/2006
A revolução dos bichos - Portal Aprendiz - 17/10/2006
Perfil: A diretora da escola sem paredes - Folha de SP - 31/08/2004
Aluno define aprendizado na experiência portuguesa - Folha SP - 31/08/2004
Escola desenvolve projeto modelo de resgate cultural - OESP - 18/03/2002


Salão do Fundamental I

terça-feira, setembro 8

NETWEAVING

Por que falamos tanto de redes sociais
e temos tanta dificuldade de articulá-las. Augusto de Franco - 2009. http://escoladeredes.ning.com/

sexta-feira, agosto 7

Escola da Ponte num livro de José Pacheco

Sara R. Oliveira - 2008-09-29

O livro Escola da Ponte - Formação e Transformação em Educação é apresentado amanhã em Vila das Aves. O autor espera que a obra seja "mais um contributo para o reconhecimento de zonas obscuras no exercício da profissão de professor".
José Pacheco está fisicamente distante da escola que ajudou a erguer, mas afectivamente perto de uma casa de ensino que sabe que o trajecto de cada aluno e a experiência de escolarização são únicos e irrepetíveis. Escola da Ponte - Formação e Transformação em Educação é um livro que, segundo o autor, "incide sobre a reelaboração da cultura pessoal e profissional, no contexto de uma formação indissociável da ideia de mudança escolar e social - o chamado 'círculo de estudos'". A "primeira tentativa" para explicar a Escola da Ponte é apresentada amanhã, terça-feira, 30 de Setembro, na Escola da Ponte, em Vila das Aves, pelas 18h00. O professor está presente no lançamento do livro, que "é, também, um exercício de memória".

"Foi nesses grupos (a que não dávamos nome) que aprendi (e aprendemos) a recomeçar, após cada contrariedade. Quando, em 1976, cheguei à Escola da Ponte, já havia vivido muitas situações de insucesso pessoal e de frustração profissional em outras escolas. A solidariedade do círculo de estudos permitiu transformar a acumulação de insucessos numa gramática de mudança. A análise dos erros cometidos permitiu desenhar uma estratégia, que conduziria à criação do 'núcleo duro' fundador do projecto Fazer a Ponte", recorda José Pacheco, licenciado em Ciências da Educação e mestre em Educação da Criança pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto. "Limito-me a procurar compreender onde a formação acontece e como sobrevive", adianta.

"O livro é dirigido àqueles educadores que ainda não desistiram de fazer dos seus alunos seres mais sábios e pessoas mais felizes", revela. A obra foi bem acolhida no Brasil. "Mas eu creio que haverá uma expectativa exagerada. A Ponte ainda é um projecto recente, um projecto humano frágil e, por vezes, mitificado..." No fundo, uma obra para fazer pensar. "Terá valido a pena o investimento de tempo e energias, se outros tomarem seus os intentos breves deste estudo, os conduzirem para novas interrogações. As práticas da Escola da Ponte e de outros grupos de professores poderão abrir espaços alternativos de formação, onde se confrontem diferentes racionalidades, onde se produzam juízos e interrogações sobre quem é e como é formado."

Um livro de experiências e que salienta a importância da utopia. Experiências, conta, de "um colectivo que, nos idos anos setenta, ousou alterar a organização das suas escolas, interrogar práticas educativas dominantes, questionar convicções e, fraternalmente, incomodar os acomodados. Lamento que somente a Ponte tenha sobrevivido para contar...". Uma obra com várias mensagens? "Talvez haja a de que um projecto é um acto colectivo e pressupõe uma profunda transformação cultural. No processo de formação cruzam-se relações entre indivíduos e grupos, que ultrapassam a fronteira das instituições e se defrontam no campo, não somente técnico mas, em sentido mais vasto, no cultural", responde. E acrescenta: "Outra mensagem poderá ser esta: as utopias são necessárias como função crítica do real. Nos espaços intersticiais das contradições dos sistemas sociais, será preciso mobilizar energias criativas fundadoras de uma actividade humana não alienada."

"Locus de pesquisa"
Se há uma obra literária sobre a Escola da Ponte, pressupõe-se a vontade de partilhar ideias, conceitos e até afectos. O que, desta forma, é feito pela primeira vez. José Pacheco retrocede alguns anos. "Ao longo de mais de 30 anos, ajudei a construir um projecto. Ele passou de mero objecto de curiosidade a locus de pesquisa. Sendo o seu maior crítico, sempre me manifestei relutante a mostrá-lo como 'fórmula inovadora' e recusei muitos pedidos, que me foram dirigidos, para publicar algo que o 'explicasse'", afirma. E passa para o presente. "Mas há neste trabalho um propósito confessado de intervenção, que ultrapassa a busca da compreensão, para aspirar ao encontro com algumas pistas de acção. Nesta primeira tentativa de 'explicação' da Ponte, é meu ensejo descrever um dos modos de fazer coincidir a formação de professores com a construção autónoma de uma profissionalidade responsável", admite.

José Pacheco adianta como gostaria que o livro fosse lido e sentido. "Provavelmente apologético e inevitavelmente imperfeito, o presente trabalho será mais um contributo para o reconhecimento de zonas obscuras no exercício da profissão de professor. Ao longo de mais de três décadas, assisti impotente à deserção de muitos e bons companheiros que, saturados de precariedades, rumaram à dignidade em profissões mais bem remuneradas ou de estatuto social mais elevado que a de professor. Porque resisti ao legítimo exílio, me obrigo a este contributo, que deve ser lido criticamente e com prudência". Outro dos propósitos do autor é dar início a algumas reflexões não "sobre um passado cristalizado a imitar", mas sim "porque a Ponte representa uma singularidade, na qual é possível vislumbrar a totalidade sistémica dos problemas do quotidiano das escolas, bem como algumas hipóteses sólidas de possíveis soluções que contrariam o nosso proverbial cepticismo".

O professor realça ainda que há poucos estudos centrados em efectivas transformações na área da formação. "O drama dos pesquisadores tem sido esse: a quem vive o quotidiano da escola, a quem investiga a todo o momento, não sobra tempo para fazer registos. Os que estudam 'sobre' as práticas observam, captam o supérfluo e generalizam-no. As conclusões de muitos estudos reflectem a origem dos pesquisadores, raramente a realidade dos investigados", comenta. "A reflexão sobre a prática está cada vez mais viciada por lugares-comuns e uma retórica herdada da formação de modelo clássico, transmissivo, académico, ou o que lhe quisermos chamar..."

http://www.educare.pt/


Vídeo reportagem sobre a Escola da Ponte:


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quinta-feira, maio 7

Cultura da Vaidade e Consumo


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Vídeo da palestra de Yves De La Taille* no 2º Fórum Internacional Criança e Consumo, promovido pelo Instituto Alana entre os dias 23 e 25 de Setembro de 2008, no Centro Cultural Itaú, em São Paulo.


Resumo:
Vivemos uma sociedade chamada de, entre outros nomes, de ‘sociedade de consumo’. A bulimia atual atinge todas as pessoas (e deixa frustradas aquelas que, por falta de recursos, não podem adquirir os bens cobiçados) e é, vinte e quatro horas por dia, incentivada por anúncios mil que inundam as ruas, os jornais, as revistas, a televisão, etc. Cabe nos perguntarmos porque tanta gente entrega-se a tal bulimia. Variadas são as explicações possíveis. Na minha fala, defenderei a idéia de que vivemos uma ‘cultura da vaidade’, na qual marcas de distinção, que se associam ao status de ‘vencedor’, tornam-se quase que necessárias para gozar de alguma visibilidade social. Ora, não raramente, o motivo primeiro do consumo é adquirir tais marcas. Como o fenômeno não poupa as crianças e adolescentes (clientes, aliás, muito cobiçados), e também como ele é intimamente relacionado á construção da identidade, medidas para protegê-los devem necessariamente passar, para além da dimensão legal, pela dimensão ética, ética entendida aqui como busca da ‘vida boa, para e com outrem, em instituições justas’. É o que procurarei argumentar na minha fala.
_____________________________

* Psicólogo, educador, doutor em psicologia escolar e desenvolvimento humano.

Fonte: site do 2º Fórum Internacional Criança e Consumo - Instituto Alana
http://www.forumcec.org.br/educacao-consumo-e-infancia/cultura-da-vaidade-e-consumo_yves-de-la-taille

domingo, fevereiro 22

Enquanto isso, no "chão de sala"...


Bertinho e Marlene não param na classe, a Secretaria Municipal de Educação troca os professores no meio do ano, a primeira série está conhecendo sua quarta professora, há outros dez novos professores assumindo cargo no segundo semestre, na outra primeira série todos os alunos estão lendo e escrevendo, Moriza lê Mário Quintana para a 4a série, o pai do Marcelo foi assassinado ontem na frente das crianças, a diretora é nova na escola, não vai continuar no ano que vem, a guarda municipal divide a sala com a diretora, lá na outra escola tinha um livro preto e a gente ia expurso, as crianças lêem em voz alta, os armários foram arrombados, a festa junina foi um sucesso, não há sala disponível para aulas de reforço, “o trem maluco quando sai de Pernambuco vai fazendo xique-xique até chegar no Ceará”, as carteiras são insuficientes, as professoras compram lápis e cadernos para seus alunos, – Vem ver que trabalho lindo meus alunos fizeram! os professores compram 20 números de rifa para ajudar a caixa escolar, há um questionário para ontem a ser respondido para o MEC, não há repetição de merenda, Luciana escreve “O que eu sei sobre as plantas” As plantas podem ser remédio, perfume, batata, cenoura, beterraba, caule, fotossíntese, tronco, sisal, algodão. As partes da planta Folha, fruto, flor, caule, são. Ar puro, clorofila, alimentação. Cenoura, batata, beterraba, mandioca. Samambaia gosta de sombra. Semente, uma plantinha nascendo, festa da pizza para arrecadar dinheiro no primeiro sábado de outubro, se essas crianças soubessem estudar tanto quanto sabem dançar e rebolar... a aula é interrompida para bochecho com flúor, Danilo e Luís Fernando brigam feio no recreio, só Jesus salva, foi embora o inspetor de alunos, foi ameaçado no portão, FIQUEM QUIETOS!!!!, o centro do processo educativo era o aluno, agora é a escola, o pai do aluno chegou bêbedo para falar com a professora, carteiras estão quebradas, o batente da porta caiu, o tangran da 5a série ficou lindo, o aluno chutou a porta e quebrou a costela da professora, foi sem querer, vai ser obrigatório desfilar em 7 de setembro, uma briga de criança vira caso de polícia, pessoas estranhas entram na sala de aula pelo buraco da cerca, as crianças têm aula de balé clássico, o João ensaia teatro no refeitório, a viatura da guarda passa dentro da escola durante o recreio, Alan não consegue ler após 5 anos na primeira série, a turma do João ganha o primeiro lugar no III Festival de Teatro, o Bruno não tem mais jeito, Luanara ganhou também o prêmio de melhor atriz, nos emocionamos com a história dos famas e dos cronópios que a Ana trouxe, Marcos estuda a microbacia do bairro, vai a campo com os alunos, informo, para os devidos fins que há 6 funcionários na escola e 4 encontram-se afastados do trabalho por ordem médica. A situação é calamitosa, atenciosamente, as sextas séries saem todo dia mais cedo por falta de professor, a vice-diretora sempre chega atrasada gritando com todo mundo, céu, céu, céu, inferno, inferno, inferno, Cancele–se a visita ao planetário, não temos dinheiro para o ônibus, o guarda municipal quer ler Fernando Pessoa, seria ele um guardador de rebanhos? Ar, er, ir, andar, vender, vestir. poucos viram o ipê branco que nasceu na cerca, Senhora Cláudia: seu filho, de novo, não fez lição de casa. A senhora precisa se envolver mais na vida escolar de seu filho, os alunos consertaram a mesa quebrada, temos uma sala com 22 computadores e apenas 11 em condições de uso, – Pois não? histórico escolar só daqui a sessenta dias. – Professora, a estrela do mar caiu do céu? Meu filho saiu com a Bíblia embaixo do braço, pegou um cabrito, está na UAP... Presta atenção, menino... Mapa branco para dia 6, hos- pi- tal, vas- sou- ra, GRAN- DE, Depressa Marlene, você não copia nada direito... Outra vez a secretaria quer saber quantos alunos há na escola? É a quinta vez que eles pedem isso esse ano... os professores da primeira série serão obrigados a participar da semana de alfabetização: é convocação. no retorno, deverão socializar os estudos com seus colegas. Você quer que eu dê uma suspensão? Há tanta gente querendo a vaga, se você não melhorar, vou dar sua vaga para outro que mereça, aos seis dias do mês de agosto de hum mil novecentos e noventa e oito, reuniram-se numa das dependências da escola a senhora diretora, funcionários, professores, alunos representantes e pais de alunos para planejarem a festa do folclore. – Cuzão Cusão é com s não com z seu burro, filho de peixe peixinho é... Srs. pais ou responsáveis: Sexta-feira, dia 27 haverá reunião de pais. Sua presença é muito importante. De quem que você é mãe? Sou mãe da Yasmim Cristina, Jéssica Kelly, Neusa de Fátima, Eloisa Monique, José Luís Filho. – Professora, por que tem criança abandonada no mundo? A escola está suja e feia, culpa da diretora que não sabe mandar, o pedagógico deve andar junto com o administrativo, o administrativo dá suporte ao pedagógico, expresse através do desenho o fazer do OP. Todo mundo desenhou. A Sônia não queria desenhar. Não teve escolha. Cumpriu a tarefa. Desenhou um sol e um mar, livrou-se da tarefa rapidamente. Seria o OP um ser catalisador e irradiador de conhecimentos? Quer que eu ligue no 156 para dizer que o prefeito não cuida da escola? Os orientadores pedagógicos devem fazer com que os diretores se envolvam com o pedagógico, F com B dá R. Nº 1 B, Nº 2 F, Nº 3 O, o número quatro era um aluno B, agora, nesse semestre, por causa da bagunça e das más companhias vai ficar com F, terça feira dia 30 reunião de OPs: “o fazer do Op” discussão e plenária, café, encerramento. Você não acha que a professora Valquíria tira leite de pedra? Enquanto não houver o compromisso de todos no projeto pedagógico da escola, ela não vai para a frente, adianta chamar a mãe dele? Pro cigarro ela tem dinheiro, pro lápis e pro caderno, não, essa professora é uma forgada... Eu te amo do fundo do meucoração. Descupa por der tedado dode cabeça asinado Alex.

reunião pedagógica
sexta feira às 13:00h, paredes amareladas, carteiras em círculo.

Trechos do bloco de anotações de uma orientadora pedagógica, introdução da dissertação de mestrado de Denise K. P. Furgeri , Do enorme ao pequeno, do dizer à escuta, do prescrever à leitura: Lugares de constituição de uma Orientadora Pedagógica, UNICAMP/2001.

Tese completa (arquivo pdf): baixe aqui.

segunda-feira, janeiro 19

Prof. Vitor Parro - Entrevista


O professor Vitor Henrique Paro falou no chat do SPTV (11/12/2008) sobre a educação e os problemas com o atual sistema de ensino.

quinta-feira, dezembro 18

CRISE? QUAL DELAS?

E tudo parecia ir muito bem! A economia do mundo inteiro crescia, os países emergentes cresciam mais ainda. As pessoas compravam, consumiam, mais, mais e mais. O "Sol brilhava" e as pessoas de todas as classes sociais sorriam.

Mas em meio a toda essa "prosperidade" o ambiente continuava a ser degradado, a fome ainda prevalecia, o desemprego não deixou de existir, as guerras não cessavam, a violência também não. A inconsciência continuou a imperar e as pessoas viviam uma falsa felicidade, baseada no consumo, distante de valores humanos consistentes, coerentes com algo que possamos chamar de civilização.

E, de repente, sem mais nem menos (aparentemente) veio a crise financeira. E o "Sol deixou de brilhar". Na mágica da economia globalizada, de um dia para o outro, o consumo caiu no mundo inteiro, os preços caíram, a bolsa caiu, a máscara da sociedade moderna caiu!

A crise que começamos a viver mostra algumas facetas da dita sociedade global: fragilidade, incoerência, egocentrismo e hipocrisia. E as portas do 1º de janeiro de 2009, barreira simbólica de um novo tempo, um ano novo, devemos mais uma vez parar para pensar. Refletir, se preferirem.

Refletir não no que seremos, mas no que somos. Pensar não no que faremos, mas no que fizemos. Concluir que a nossa vida como pessoas e como sociedade não é o que deveria ser. Ou é?

Fundamentados nos diversos princípios, religiosos, filosóficos ou políticos devemos mais uma vez tentar alcançar a coerência de nossas palavras, dos nossos pensamentos e, principalmente, de nossas atitudes.

Espero que as lições de momentos como esses que estamos vivendo, e ainda viveremos sirvam para que a humanidade cresça e aprenda que nada nesse mundo é fácil. Nessa vida, tudo é conquistado, nada é ganho, mesmo que pareça ser.

Aproveite a crise, reconquiste a dignidade perdida, ganhe a confiança das pessoas, dê um sentido a sua existência, troque as experiências de vida, festeje estar vivo e ainda poder realizar muito do que deseja. E acima de tudo, seja feliz, dentro ou fora das crises. Um novo ano de esperança, como muitos desejam que seja, e eu também. Transborde sua fé, se você tem uma. E se não tem, está na hora de ter.

E neste tempo de relembrar e comemorar momentos de outrora, quando o mundo parecia pior, mas era apenas mais inexperiente do que é hoje, eu posso desejar a todos Boas Festas e um maravilhoso 2009.

Almanaque Educação - 03

O Almanaque Educação é o programa da TV Cultura/SP que mistura temas relacionados à educação com entretenimento.
O Instituto Futuro Educação foi convidado para colaborar com seis pequenas participações do Prof. Luiz de Campos Jr. no quadro Palavra de Mestre, na área do ensino experimental de Ciências.
Esta participação foi no quadro Grande Reportagem, sobre a Serra do Mar e a Mata Atlântica.

Criação
Carlos Wagner Messerlian La-Bella
Fernando José de Almeida
Laine Milan
Marcelo Sirangelo
Mario Masetti

Direção Geral
Mario Masetti

Direção
Fabio Azevedo
Marco Antonio Bichir

Trupe de Atores
Ju Colombo - Suspiro
Fabiano Geuli - Azeitona
Melissa Nascimento - Dorinha
Paulo Henrique Jordão - Chumbinho
Márcia Oliveira - Guri

Repórter
Carol Baggio

Site oficial do programa:
http://www.tvcultura.com.br/almanaque/

terça-feira, dezembro 16

Transformação da Educacão - Princípios

Leitura da carta de princípios do núcleo São Paulo da rede colaborativa pela transformação da Educação Românticos Conspiradores. A leitura foi feita antes da palestra do prof. José Pacheco, no 3º Congresso Nacional de Pedagogia Espírita.

quarta-feira, novembro 26

Criança, A Alma do Negócio

Trailler Criança, A Alma do Negócio, um documentário de Estela Renner e Marcos Nisti.